LIVROS

Cartas a uma Mulher Carente

Cartas a uma Mulher Carente

Visualizar o livro

R$ 24,49

Comprar

R$ 9,49

Comprar

Este livro foi escrito em homenagem às mulheres, mas, ao contrário do que possa parecer, não foi feito exclusivamente para elas. Para que as mulheres realizem seu sonhos e encontrem sentido nas vocações inerentes a sua natureza feminina, vão precisar de homens realmente interessados em resolver suas carências, seguidamente alimentadas por genes, hormônios e instintos, nem sempre afinados com as realidades do século XXI. Pensando bem, então acho que o livro foi escrito também para os homens, para que eles visualizem a condição feminina de um ângulo mais inteligente, permitindo que as mulheres expressem sua equivalência com o modelo masculino sem a interferência permanente e recorrente do viés aborrecido do politicamente correto.

 

Trechos do Livro

Comentários sobre o Livro

Afinal, o que elas querem?

Há quase um século Freud formulou a pergunta que até hoje intriga pela falta de uma resposta minimamente satisfatória. – “Afinal, o que querem as mulheres?”. A maioria delas parece estar à deriva entre ciclos de romance e frustração, frequentemente expostas a surtos recorrentes de melancolia por não conseguirem realizar seus desejos mais caros. Entenda-se por desejos uma relação amorosa equilibrada, na qual existam ingredientes razoavelmente abundantes de romance, surpresa, renovação, confiança, proteção e, sobretudo, condições de entrega. A natureza feminina parece ansiar pela possibilidade da entrega, mas um número expressivo de mulheres deixará de fazê-lo, seja pela escassez crônica de machos de verdade, seja por suas próprias dificuldades em lidar com genes e instintos sobre os quais têm um conhecimento relativamente restrito. Além disso, existem outras coisas que jogam pesado contra o bem-estar das mulheres. A dureza da vida, a dificuldade natural para encontrar o melhor caminho e, sobretudo, a moral puritana que manterá suas asas contidas e a imaginação perplexa com sonhos que poucas vezes chegam a se realizar. E para complicar mais as coisas, elas serão ainda seduzidas pela flauta doce dos discursos feministas, sem falar nas promessas de redenção através de interesses alternativos como sucesso, dinheiro, prestígio profissional, enfim, coisas também importantes para todo o mundo, mas, de longe, bem menos valiosas do que os reais fundamentos da alma feminina. Não é por acaso que muitas mulheres passam a vida correndo de um lado para outro, um tanto sem rumo, cada vez mais distantes dos sonhos que expressam de forma tão inequívoca enquanto conversam entre si daquele jeito inacreditável, todas falando ao mesmo tempo, sem jamais perderem o fio da meada. Finalmente, vale ainda lembrar que a vida pode ser longa e que o tempo só tende a piorar essa dura realidade. Que bom seria se as mulheres pudessem reduzir um pouco a velocidade dessa caudalosa correnteza e trabalhar de forma mais objetiva, no sentido de resolver o enigma de Freud, respondendo de forma minimamente razoável à pergunta que até hoje não quer calar: afinal o que é que elas querem?

Vergonha de querer colo

E por favor, não te recrimines por esse desejo recorrente de ser novamente carregada no colo através de corredores escuros, aninhada como um pássaro das tempestades nas plumas de uma procelária. Não te recrimines pelos desejos de ser novamente capturada, subjugada, levada por uma mão masculina a varar furacões, mergulhar oceanos gelados. Não te recrimines por seres tão vulnerável, por precisares tanto do colo de um homem: tua fragilidade é evidente, afinal não és mais do que uma mulher carregada de hormônios sobre os quais não terias o menor controle.

Generais perversos

E por favor, não esqueças: a eles foram entregues o controle dos teus sentidos e a chave da tua alma. Todos os dias serás convocada como um animal cativo, manso ou furioso, não importa, para discutir com esses generais perversos a intensidade dos teus desejos. Resistirás, imagino, em nome de tudo que possa ferir tua condição de mulher independente, mas sofrerás também. Terás cólicas, palpitações, formigamentos e cãimbras. Teus genes pedirão de joelhos que abras a boca e exponhas a língua para receber uma gota que seja dessa coisa mágica que navega dentro de ti. Terás de chorar no escuro, arranhar paredes e chutar muitos baldes para resistir ao ataque das secreções femininas que conspiram para transformar as mulheres em criaturas domésticas. Parece brincadeira, mas não é. Os hormônios são cavalos de Tróia que galopam dentro do corpo feminino com intenções politicamente incorretas. Os hormônios femininos são muito pouco feministas...

Alma fluída

A alma de uma mulher é fluida como um oceano que nos atrai para o fundo. Navegada com arte, deixar-se-á cortar pelas proas que singram o azul das águas profundas. A alma feminina também é dura e resistente como uma jóia não lapidada, cuja beleza se esconde, à espera. Açodada, encolherá, sem sucumbir, posto que é forte. Mas sofrerá com coisas banais. Tua alma renasce ao som de uma palavra, à sombra de um gesto. Se eu soubesse dessa fluidez salgada, teria soltado as amarras, cortado as espias, folgado os lançantes. Se eu soubesse, teria pulado do cais.

Realidade e fantasia

Vejo que algumas fantasias voltam sistematicamente a assombrar teus sonhos, mas não precisas temer porque elas não existem de verdade. São ficção inventada por mim, justamente para te tirar o sossego. No entanto, em alguns momentos, os sonhos tornam-se tão dramaticamente reais que acordas no meio da noite, aflita, atrás da realidade que então te acolhe e acalma. Mas sem a fantasia dos sonhos, tua vida se esvazia novamente. Então abandonas a realidade e voltas apressada para as fantasias que também te acolhem, deixando tua mente cada vez mais confusa ao perceber que nada é tão absoluto, nem a realidade que te aborrece, nem os sonhos que te atraem, enquanto o trapézio oscila lento no bojo da tua aflição.

—— Trechos retirados do livro "Cartas
a Uma Mulher Carente" de Ney Amaral

Martha Medeiros

Blog da Martha Medeiros - 11.03.10

Enfim, não vou entrar nessa questão, apenas indicar um livro bonito que estou terminando de ler, Cartas a uma mulher carente, escrito por Ney Amaral. Apesar do título, o livro não faz coro ao chororô feminino e nem é paternalista. É apenas a reunião de bonitos e poéticos textos de um homem que compreende a complexidade de existir - sejamos homens ou mulheres, existir é complexo, concorda? Fica a dica de uma leitura suave.

Caderno Donna de ZH- 18.04.10

Acaba de ser revelado o que uma mulher quer e que Freud nunca descobriu. Ela quer uma relação amorosa equilibrada onde haja romance, surpresa, renovação, confiança, proteção e, sobretudo, condições de entrega. É com essa frase objetiva e certeira que Ney Amaral abre seu livro Cartas a uma Mulher Carente, um texto suave que corria o risco de soar meio paternalista, como sugeria o título, mas não. É apenas suave.

Jaime Cimenti
Homenagem ao que as mulheres querem
Jornal do Comércio - 12.03.10

Décadas atrás Freud, depois de passar décadas ouvindo as mulheres, se perguntava sobre o que elas queriam. Como não poderia deixar de ser, a perguntona segue em aberto e seguirá, diante do universo ilimitado do desejo humano. Dizem que mulher satisfeita não trai. Mas aí alguém pergunta: você conhece alguma satisfeita? Humor e Madames Bovarys e Ladies Chatterleys à parte, há que tentar algumas respostas, ainda que precárias à pergunta gigante. No livro recém-lançado Cartas a mulher carente, o médico, navegador, empresário e agora escritor gaúcho Ney Amaral, ao mesmo tempo que homenageia merecida, sincera e agradecidamente as mulheres, em forma de cartas, lança reflexões e informações sobre muitos temas médicos, filosóficos, sociais e psicológicos femininos. A partir de um gancho ficcional, proporcionado pela história de um solitário piloto de jato desaparecido, que passa a viver, pensar e escrever cartas-crônicas a uma mulher na Isla Negra, na costa do Chile, o autor desenvolve, com base em muitas leituras literárias e científicas, muitos temas interessantes e atuais, como a infidelidade, a adolescência, feminismo etc. Problemas e soluções femininos, questões de anatomia, hormônios, relacionamentos e outras questões modernas estão nas cartas, que mesclam bem fantasia, informação, análise, comentário, interpretação e opinião. Ney Amaral é bom frasista: “a razão e o coração são irmãos xifópagos, são tão indivisíveis quanto a bondade e a maldade. Se pudesse, eu vos aconselharia a ser mais atrevida e mais prudente, mais romântica e mais calculista, mais meiga e mais feroz”; “o sexo feminino precisa de tempo. Do tempo e dos seus anões perversos” ou “os espermatozoides dos homens traídos são destituídos de cauda. São lentos e moribundos”. Além de homenagear a beleza, a sensibilidade, os poderes e a inteligência das mulheres, não necessariamente nessa ordem, o autor instiga os homens e as mulheres a se conhecerem e se entenderem melhor, para, juntos, buscarem mais harmonia e prazer nos diversos tipos de convívio. Como se vê, não é pouca coisa. Em síntese, Ney Amaral propõe que o papo e outros lances entre homens e mulheres sejam mais bem-humorados e que a informação sirva para a alegria e para o prazer de todos. Saúde e longa vida, portanto, para o autor e para o livro. AGE Editora, 144 páginas, www.cartasaumamulhercarente.com.br.

Professora de Literatura
Maria Luiza Brandão da Silva

Médico- escritor e escritor - médico , o livro Cartas a uma Mulher Carente surpreende pelo modo sensível e pontual com que traça a cartografia da alma feminina desde sempre , sem vinculá-la a um determinado movimento, tornando-a produto cultural, político e econômico, ao contrário, configura-a em sua verdadeira, mas inconfessa, paisagem da intimidade . Se a formação do autor como médico permiti-lhe evidenciar traços sinais e sintomas que especificam a alma feminina desde sempre, é sua percepção artística fina , sútil mas pontual , que vem completar a fisionomia do escritor de corpo inteiro : sim , poucos escritores hoje atingem esta tão buscada neutralidade da escritura, onde a palavra, liberada do masculino e do feminino e em egsto que os transgride, concede-nos estes momentos em que, reconciliado consigo mesmo, todo leitor nacional, transnacional e virtual, como o sublinha G. Steiner, lê por cima do ombro do outro . Sim, Cartas a uma Mulher Carente, brinda-nos com este ombro...Felicidades a Ney Mário por esta publicação, matriz de tantas outras virão.

Antônio Sousa Tavares
Postado por Antônio Sousa Tavares em 10 de março, de Lisboa

Neste momento da nossa História em que a circulação de literatura internacional (uma corruptela da Weltliteratur goethiana ) atinge níveis quase insuspeitos e se vende em qualquer ponto do globo, misturada com jornais, revistas, cebolas, automóveis, artigos de limpeza e outros bens de consumo, como já previra Allen Ginsberg nos anos 60 aludindo a Lorca entre melancias num qualquer supermercado, ainda podemos ser surpreendidos pela diferença, pelo arrojo e sensibilidade de alguém se aventurar por terras desde sempre desejadas mas eternamente desconhecidas. Falo de Cartas a uma Mulher Carente, de Ney Amaral. A elegância e economia da forma escolhida, uma estrutura narrativa contemporânea desrespeitadora de cronologias fixas, quase fílmica, permitem-lhe deambular com subtil ironia pelos universos da feminilidade. A racionalidade do herói náufrago dialoga em perfeita harmonia com a expressão dos afectos que tão bem desenha. Sem dúvida que o livro de Ney Amaral nos surpreende, nos interroga, nos comove e emociona. Estas são qualidades de apenas alguns livros. De alguns autores…apenas.

Bípede Falante
Postado Domingo, Março 07, 2010

O lançamento foi ontem no final da manhã. O autor nunca tinha publicado. A fila dobrava as horas. Comprei o livro e fui para a piscina. Um amado primo encarregou-se de conseguir a dedicatória do meu. Veio escrito: Para ... e ... com meus cumprimentos por estarem recebendo um livro tão maravilhoso.
Dei uma enorme gargalhada. O riso tomou conta. Quando chegou a noite, resolvi dar uma folheada. Li as 142 páginas de capa a capa. Tinha tido contato com o escritor em um jantar no ano passado. Uma criatura inusitada disfarçada de ordinary people, parecido com o seu Cartas a uma Mulher Carente. Não é bem uma novela, há pinceladas de uma quase auto-ajuda e um tantinho de ciência fazendo a valer a palavra sútil. A linguagem se altera, de vez em quando, parece que vai despencar em um lugar comum, mas o paraquedas se abre e o verbo flutua like me, myself and my Irene abrindo os papeizinhos que a personagem joga para outra e que minha cabeça trata de engolir.
"No jogo, assim como na vida em geral, não existe empate. Ou se ganha ou se perde. Ou se vive ou se morre. O empate tem o significado melancólico de que não se entrou no jogo para valer."

Miréia Borges

Foi inspirada no título do livro de Ney Amaral que escrevi meu texto para o Blog Nos Passos da Maturidade
Um livro sensível de ficção que se aproxima muito da realidade...O autor deste livro soube tão bem captar a alma feminina.

Tânia Carvalho
Twitter

Sucesso absoluto o lancamento do livro ”Cartas a uma mulher carente” do Ney Mario Amaral. Lotou o L.Juvenil.

<--  Voltar

Todos os direitos reservados - Telentrega (51) 8413.4821 - Compartilhe

Programação desenvolvida por StudioGT